Tribunal absolve Montesinos por morte de rebeldes

Um tribunal civil do Peru absolveu na madrugada desta terça-feira o ex-chefe do serviço secreto do país Vladimiro Montesinos e dois ex-comandantes do exército das acusações de homicídio de três integrantes do Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA) em uma operação de resgate de reféns na residência do embaixador japonês em Lima em 1997.

AE, Agência Estado

16 de outubro de 2012 | 15h13

A leitura do veredicto de um painel de três juízes começou na segunda-feira e prolongou-se por mais de oito horas, terminando somente na madrugada de hoje.

O tribunal, presidido pela juíza Carmen Rojjasi, determinou que dois rebeldes morreram em ação e que um foi executado depois de ser capturado com vida.

Apesar disso, o tribunal não encontrou nenhuma prova de que a ordem da execução tenha partido de Montesinos, do coronel Roberto Huamán Azcurra, ou do general Nicolás Hermoza, então chefe do comando conjunto das Forças Armadas. O tribunal também não emitiu sentença contra o coronel Jesús Zamudio, que está foragido e foi julgado à revelia.

Em 22 de abril de 1997, mais de cem militares invadiram a residência do embaixador do Japão no Peru para libertar 72 reféns mantidos por 14 militantes do MRTA. Morreram na operação de resgate dois militares, um refém e os 14 rebeldes. Em 2002, o diplomata japonês Hidetaka Ogura testemunhou que viu três rebeldes vivos, o que levou a promotoria a denunciar a execução extrajudicial do trio. As informações são da Associated Press.

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