Mahmoud Zayyat/AFP
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Tribunal adia veredicto sobre assassinato de Hariri após explosões em Beirute

O anúncio da sentença, marcado para sexta-feira, foi adiado para 18 de agosto 'por respeito às inúmeras vítimas', informou o tribunal em Haia

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2020 | 17h04

HAIA - O Tribunal Especial para o Líbano (TSL) anunciou nesta quarta-feira, 5, que, após as explosões de terça-feira em Beirute, decidiu adiar a leitura da sentença de quatro homens acusados de participação em 2005 no assassinato do ex-primeiro-ministro Rafiq Hariri

O anúncio do veredicto, marcado para sexta-feira, foi adiado para 18 de agosto "por respeito às inúmeras vítimas", informou o tribunal em Haia, na Holanda, em comunicado. 

O TSL declarou-se "profundamente triste" e consternado com os trágicos eventos que atingiram o Líbano na terça-feira e expressou sua "solidariedade com o povo libanês nestes tempos difíceis". 

O tribunal hasteou sua bandeira a meio mastro para prestar homenagem "àqueles que perderam a vida, ficaram feridos ou continuam desaparecidos", após as duas explosões que devastaram vários bairros da capital libanesa na noite de terça-feira, com um saldo de mais de 100 mortos e cerca de 4 mil feridos.

Hariri, primeiro-ministro até sua renúncia em outubro de 2004, foi morto em fevereiro de 2005, quando um suicida explodiu uma caminhonete cheia de explosivos no momento em que seu comboio passava pela orla marítima de Beirute, matando outras 21 pessoas e deixando 226 feridos. 

Os réus, todos membros do movimento xiita do Hezbollah, são julgados à revelia pelo TSL. O Hezbollah, que rejeitou toda a responsabilidade, se recusa a entregar os acusados, apesar dos vários mandados de prisão emitidos pelo tribunal.

O assassinato de Hariri provocou uma onda de protestos que forçaram a retirada das tropas sírias do país, após uma presença de 30 anos./AFP 

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