Tribunal afegão condena líder religioso por estupro

Um tribunal afegão condenou o líder religioso muçulmano Mohammad Amin a 20 anos de prisão pelo estupro de uma garota de 10 anos. O episódio de violência ocorreu em maio na província de Kunduz.

Estadão Conteúdo

26 de outubro de 2014 | 18h48

Hassina Sarwari, que dirige um abrigo para mulheres no local disse que se o julgamento não tivesse sido transferido para a capital, provavelmente o resultado seria diferente. "Estávamos tão preocupados que ele não fosse punido em Kunduz por seu crime", afirmou Hassina.

Quando Hassina viu a vítima, Bershna, pela primeira vez no hospital, ela estava em más condições e precisou ser transferida para Cabul para tratamentos adicionais. De acordo com Hassina, o crime aconteceu após o líder religioso escolher três meninas para ajudar a limpar a mesquita da aldeia. Duas escaparam quando descobriram suas intenções, mas Bershna caiu em um córrego próximo enquanto tentava fugir e Amin a levou de volta para a mesquita. "Ele a ameaçou, dizendo que se ela contasse a alguém o que tinha acontecido ela e a família seriam mortos", afirmou Hassina.

O porta-voz da polícia de Kunduz, Sayed Sarwar Husseini, disse que a instituição agiu imediatamente para apreender o culpado. "Enviamos uma unidade de polícia para fazer a prisão e pegamos Mohammad Amin quando ele tentava fugir."

A sentença, proferida por um juiz de Cabul, no sábado, foi bem recebida pela família e por grupos de apoio às mulheres, como uma rara vitória na luta por justiça para mulheres vítimas de crimes sexuais. O estupro é muitas vezes tratada como adultério em Afeganistão e as próprias vítimas são condenadas à prisão. Fonte: Associated Press.

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