Tribunal alerta líderes líbios para não encobrir crimes

O procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) advertiu hoje o regime líbio, afirmando que as autoridades do país podem enfrentar investigações e processos caso tentem encobrir crimes contra seu povo. O escritório da procuradoria enviou uma carta ao ministro das Relações Exteriores da Líbia, Abdelati Obeidi, informou o graduado assessor legal Phakiso Mochochoko.

AE, Agência Estado

18 de maio de 2011 | 10h50

Na carta, mostrada à France Presse, a procuradoria pede que as autoridades da Líbia não se envolvam em atos para acobertar crimes, e ameaça com processos caso isso aconteça. O escritório "considera que parte do plano criminal implementado na Líbia inclui o encobrimento dos crimes" na repressão ao levante popular contra o governante Muamar Kadafi.

O procurador-geral do TPI, Luis Moreno-Ocampo, pediu na segunda-feira aos juízes da corte que emitam mandados de prisão contra Kadafi, seu filho Seif al-Islam e seu cunhado Abdullah al-Senussi, por crimes contra a humanidade. Porém, o porta-voz do governo líbio, Mussa Ibrahim, rechaçou o TPI, afirmando que o tribunal não tem jurisdição sobre a Líbia e negando as acusações de que o regime tenha matado civis ou contratado mercenários para reprimir os protestos.

Segundo Mochochoko, porém, o regime de Kadafi é obrigado a cooperar, após o Conselho de Segurança da ONU enviar o caso ao TPI. Milhares de pessoas morreram em violentos confrontos entre opositores do regime e partidários de Kadafi, que forçaram 750 mil pessoas a fugir do país, segundo dados do TPI e da ONU. As informações são da Dow Jones.

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