Rodrigo Abd/AP
Rodrigo Abd/AP

Tribunal argentino autoriza ex-vice de Kirchner a cumprir prisão domiciliar em meio à pandemia

Ex-vice-presidente e ex-ministro da economia, Amado Boudon foi condenado por corrupção passiva ao comprar empresa que fabricava papel moeda para o governo

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2020 | 13h14

Um tribunal argentino autorizou o ex-vice-presidente do país, Amado Boudou, a cumprir prisão domiciliar em meio à pandemia do novo coronavírus. Boudou foi vice-presidente e ministro da Economia durante os mandatos de Cristina Kirchner, entre 2007 e 2015. Ele foi condenado em 2018 pela compra irregular de ações da empresa que fabricava de papel moeda para o governo

"Amado já está em casa, chegou à noite (de segunda-feira). Está feliz em estar com sua mulher e filhos nestes dias tão difíceis", declarou o advogado de Boudou, Alejandro Rúa.

O ex-vice-presidente vive com sua mulher, a ex-deputada mexicana, Mónica García de la Fuente, com quem tem filhos gêmeos de dois anos. Até a segunda, ele cumpria pena de 5 anos e 10 meses de prisão em uma prisão situada a 100 Km de Buenos Aires. Agora, passará a ser monitorado por meio de uma tornozeleira eletrônica.

O tribunal concedeu a prisão domiciliar por considerar que houve "falta de firmeza da condenação imposta a Boudou e o contexto da emergência sanitária mundial pela pandemia do coronavírus."

Boudou foi condenado em 2008 por corrupção passiva e negociações imcompatíveis com a função pública quando era ministro da Economia (2009-2011). Ele foi considerado culpado por ter comprado, usando um testa-de-ferro, a imprensa Ciccone, empresa historicamente contratada pelo Estado para fabricar dinheiro e documentos.

A decisão foi confirmada em 2019 por uma câmara federal, mas a defesa recorreu ao Supremo Tribunal, que ainda não foi proferiu decisão, portanto a sentença não é definitiva.

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