Tribunal belga examinará caso de Sharon em março

Um tribunal de apelações belga decidirá, em 6 de março, se o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, deve ser julgado por crimes de guerra por sua suposta participação nos massacres dos acampamento de Sabra e Chatila, no Líbano, em 1982. Os advogados de Sharon expuseram suas conclusões sobre o caso nesta quarta-feira e haverá uma audiência adicional em 30 de janeiro, para apresentar os documentos finais. Os advogados dos sobreviventes palestinos que apresentaram a queixa concluíram sua intervenção perante a corte no final de dezembro. Segundo um dos advogados de Sharon, Adrian Masset, seu cliente goza de imunidade diplomática, e Israel já realilzou uma investigação sobre os massacres. Para Masset, "a Justiça belga não tem jurisdição e, portanto, a legislação é aplicável". "Não há relação entre Sabra e Chatila e a Bélgica", concluiu o advogado. Já o advogado dos acusadores, Michael Verhaeghe, disse sentir-se "muito confiante" em que o tribunal vá aceitar o caso, apesar dos pedidos em contrário feitos por Israel. (Os advogados de Sharon dizem que, se o tribunal aceitar o caso, estará violando o direito internacional, que protege o primeiro-ministro.) Sharon invadiu o Líbano e era ministro da Defesa de seu país em 1982, quando 800 civis palestinos foram mortos nos acampamentos de Sabra e Chatila, ao sul de Beirute, capital libanesa, por milicianos cristãos libaneses aliados de Israel.

Agencia Estado,

23 Janeiro 2002 | 15h29

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