Tribunal britânico analisa recurso de Assange contra extradição

Fundador do WikiLeaks é acusado de agressão sexual e estupro por duas mulheres na Suécia

Efe

12 de julho de 2011 | 09h03

Advogados de Assange argumentam que delito não é passível de extradição    

 

 

 

LONDRES - O Superior Tribunal de Londres revisa a partir desta terça-feira, 12, o recurso apresentado pelo fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, contra a decisão de uma Corte inferior de extraditá-lo à Suécia, onde é acusado de agressão sexual.

 

O tribunal estuda a partir das 6h30 de hoje (horário de Brasília) e também amanhã o recurso de Assange contra a decisão do juiz de distrito Howard Riddle de conceder a extradição à Suécia.

 

Os advogados de Assange apresentaram o recurso em 3 de março, uma semana depois de o juiz Riddle ter decidido que não havia razões para não extraditar o fundador do WikiLeaks, já que não há dúvidas de que na Suécia terá um julgamento justo.

 

A Promotoria da Suécia acusa Assange de três delitos de agressão sexual e um de estupro após a denúncia de duas mulheres, que asseguraram que os supostos crimes teriam ocorrido em agosto de 2010.

 

Assange, cujo site revelou milhares de informações confidenciais de embaixadas americanas em todo o mundo, foi detido em Londres em dezembro depois de ter recebido a ordem de extradição da Promotoria sueca.

 

Os advogados de Assange esperam argumentar que as acusações não são delitos passíveis de extradição e que levá-lo à Suécia será incompatível com seus direitos em virtude da Convenção Europeia de Direitos Humanos, indicou a imprensa britânica.

 

Assange, que permanece em prisão domiciliar na mansão de um amigo no leste da Inglaterra sob fortes medidas de vigilância, organizou no último fim de semana uma festa para seus amigos por ocasião de seu 40º aniversário.

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