EFE
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Tribunal chinês aceita analisar recurso de Bo Xilai contra prisão perpétua

Dificilmente o veredicto e a pena serão alterados em razão do pedido, que será analisado em semanas

AE, Agência Estado

09 de outubro de 2013 | 09h36

PEQUIM - Um tribunal no leste da China autorizou nesta quarta-feira, 9, que o ex-dirigente comunista Bo Xilai recorra das condenações do mês passado por corrupção e abuso de autoridade, que resultaram numa pena de prisão perpétua. Em breve nota divulgada em seu site oficial, a alta corte da província de Shandong (leste), onde Bo foi julgado inicialmente, disse que ele está autorizado a recorrer.

Dificilmente o veredicto e a pena serão alterados, já que os tribunais chineses são controlados pelo Partido Comunista, que há muito tempo o declarou culpado. Uma fonte familiarizada com o caso disse que Bo apresentou o recurso no dia em que a sentença foi anunciada. "Na época ele recorreu verbalmente, e depois apresentou por escrito", disse a fonte à Reuters, pedindo anonimato. Segundo essa fonte, o recurso deverá ser analisado na sexta-feira ou na semana que vem.

Bo, de 64 anos, era o chefe do partido comunista na metrópole de Chongqing, no sudoeste chinês, e era uma estrela em ascensão na liderança chinesa. Graças ao seu carisma e a medidas populistas maoistas, angariou muitos seguidores, especialmente entre chineses que se sentiam excluídos das políticas econômicas que visam o crescimento a qualquer custo. Mas sua carreira foi encerrada no ano passado por um escândalo em que sua mulher, Gu Kailai, foi condenada por envenenar e matar um empresário britânico amigo da família.

Durante seu julgamento, ele apresentou uma defesa inflamada, desqualificando o depoimento da sua esposa contra ele como sendo delírios de uma insana na esperança de ter sua própria sentença reduzida. Ele repetidamente declarou-se inocente, embora tenha admitido que tomou decisões equivocadas e que envergonhou seu país pela forma como lidou com seu ex-chefe de polícia Wang Lijun, primeiro a informar a Bo que Gu provavelmente havia matado o empresário Neil Heywood. / REUTERS

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