REUTERS/Tyrone Siu
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Tribunal chinês condena dez ativistas de Hong Kong por tentativa de fuga para Taiwan

Os ativistas pró-democracia receberam penas que variam de sete meses a três anos de prisão

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2020 | 01h59

PEQUIM - Dez ativistas pró-democracia de Hong Kong que tentaram fugir por mar para Taiwan foram sentenciados nesta quarta-feira, 30, a penas que variam de sete meses a três anos de prisão, disse um tribunal da China continental.

Seis meses depois que uma lei draconiana de segurança nacional foi adotada em Hong Kong, seu processo era representativo da crescente influência de Pequim na ex-colônia britânica, que se tornou um território chinês semiautônomo em 1997.

Doze homens, o mais jovem de 16 anos, foram detidos no mar pela guarda costeira chinesa a 70 km de Hong Kong no dia 23 de agosto e posteriormente entregues à polícia de Shenzhen (sul). A União Europeia e os Estados Unidos exigiram sua libertação imediata.

Os réus estavam tentando chegar a Taiwan, uma ilha rival da China continental. 

Dois deles foram sentenciados, respectivamente, a três e dois anos de prisão por seu papel como "organizadores da passagem ilegal da fronteira", anunciou em um comunicado o tribunal de Shenzhen, onde foram julgados esta semana. Eles podem ser condenados a até sete anos de prisão.

Outros oito homens, meros passageiros, foram condenados a 7 meses de prisão por "passagem ilegal da fronteira", sendo a pena máxima para este crime um ano.

Os dez homens "reconheceram sua culpa" durante o processo, disse o tribunal em um comunicado.

Por outro lado, dois menores que estavam a bordo do navio serão entregues às autoridades de Hong Kong na quarta-feira, informou a polícia da ex-colônia britânica.

Nenhuma acusação foi feita contra eles, disse o Gabinete do Promotor Distrital de Yantian em Shenzhen na quarta-feira./AFP

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