Tribunal chinês condena intelectual uigur à prisão perpétua por separatismo

Uma corte chinesa condenou nesta terça-feira à prisão perpétua um dos mais proeminentes defensores dos direito do povo muçulmano uigur no país, em uma sentença que, segundo defensores de direitos humanos, deu um claro sinal de que o governo está determinado a reprimir dissidências.

SUI-LEE WEE, REUTERS

23 de setembro de 2014 | 08h20

O professor de economia Ilham Tohti, de 44 anos, foi julgado por dois dias na semana passada sob acusações de separatismo na região ocidental de Xinjiang. Seu caso provocou protestos no Ocidente e entre grupos internacionais de direitos humanos.

“Eu sou inocente, eu protesto”, gritou Tohti para a corte antes de o juiz ordenar que policiais o levassem de lá, segundo o advogado dele, Li Fangping.

A mulher de Tohti, Guzaili Nu’er, que o viu pela primeira em oito meses durante o julgamento da semana passada, berrou no tribunal quando o veredicto foi anunciado, segundo Li.

Tohti, que é uigur, é o mais recente intelectual moderado a ser condenado pelo governo do presidente chinês, Xi Jinping.

A corta também ordenou o confisco de todos os seus bens.

“Isso é totalmente inaceitável”, disse Li. “Ele vai apelar. Baseado no texto do veredicto, este caso é extremamente politizado."

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