Tribunal concede prisão domiciliar a ex-presidente paraguaio

A Justiça paraguaia concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente Luis González Macchi, enquanto analisa o recurso à pena de oito anos de prisão por corrupção, disse à imprensa local nesta sexta-feira. Um tribunal de segunda instância aceitou uma fiança de 2,5 bilhões de guaranis (cerca de 485 mil dólares), uma semana depois de ter rejeitado um pedido semelhante, porque os bens oferecidos como garantia real não se encontravam em nome do ex-presidente, que agora deixou como garantia uma fazenda de propriedade familiar. González Macchi, que governou o Paraguai entre 1999 e 2003, está detido num quartel de Assunção desde 4 de dezembro, quando foi condenado por enriquecimento ilícito e falsidade ideológica. Ele é o primeiro presidente paraguaio a ser condenado por corrupção, já que não conseguiu justificar a origem de cerca de 1 milhão de dólares numa conta bancária não-declarada na Suíça. Ele também foi condenado a pagar multa de 3 bilhões de guaranis (cerca de 558 mil dólares) e teve confiscados os 362 mil dólares que restavam na conta suíça. Além disso, foi proibido de ocupar cargos públicos por oito anos. A ex-primeira-dama Susana Galli e o empresário Reinaldo Dominguez Dibb foram absolvidos no processo. Há alguns meses, Macchi ganhou um recurso por uma condenação a seis anos de prisão, por permitir uma manobra ilegal para transferir 16 milhões de dólares de dois bancos privados para uma conta dos Estados Unidos.

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