Tribunal confirma pena de morte para Saddam Hussein

O Tribunal de Cassação iraquiano ratificou nesta terça-feira a sentença de morte contra o ex-presidente iraquianoSaddam Hussein e dois de seus ex-colaboradores pelo massacre de 148 xiitas iraquianos em 1982. O conselheiro da Segurança Nacional iraquiano, Mouwafak al-Rubaie, citado pela televisão estatal Al-Iraquiya, afirmou que, segundo a lei do Iraque, a sentença será aplicada nos próximos 30 dias. Saddam, seu meio-irmão, Barzan al-Tikriti, e o ex-juiz Awad al-Bandar foram condenados à morte em novembro pela execução sumária de 148 xiitas iraquianos após um atentado contra o ex-ditador em 1982 na aldeia de Al-Dujail, ao norte de Bagdá. Outros quatro de seus ex-assessores pegaram penas que vão dos 15 anos de cadeia à prisão perpétua em relação ao massacre. Há duas semanas, fontes judiciais iraquianas disseram ao jornal local Sabah que a Justiça estuda a possibilidade de aplicar a sentença "imediatamente após sua ratificação", e que Saddam, Barzan e Al-Badar provavelmente serão executados no mesmo dia. Durante o julgamento, Saddam pediu que, caso condenado à morte, fosse executado "por fuzilamento, e não na forca, como os criminosos". O ex-presidente iraquiano e outros seis ex-colaboradores são julgados também pelo Tribunal Penal Iraquiano sob acusação de genocídio contra o povo curdo, por sua suposta relação com a campanha militar Al Anfal. Esta ofensiva militar foi lançada contra o Curdistão (no norte do Iraque) entre 1987 e 1988. Segundo a procuradoria iraquiana, cerca de 182 mil curdos morreram ou desapareceram durante a campanha, ao passo que cerca de 4 mil aldeias foram destruídas.

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