Mandel Ngan/AFP
Mandel Ngan/AFP

Tribunal da Pensilvânia rejeita ação da campanha de Trump

Republicanos alegavam que representantes teriam sido privados de acompanhar contagem de votos na Filadélfia

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2020 | 18h39

FILADÉLFIA - A Suprema Corte da Pensilvânia rejeitou nesta terça-feira, 17, uma ação judicial da campanha de Trump que questionava a integridade da apuração de votos na Filadélfia. Foram 5 votos contrários e dois a favor. As informações são do site The Hill.

A ação alegava que representantes republicanos teriam sido privados, de forma ilegal, de acompanhar a contagem de votos na Filadélfia, maior cidade do Estado e um reduto democrata.

A campanha de Trump quer impedir a certificação de resultados que dão ao presidente eleito Joe Biden os 20 votos eleitorais da Pensilvânia, entrando com ações não uniformes em todo o Estado. 

Biden tem margem de mais de 73 mil votos na Pensilvânia, e já obteve pelo menos 290 votos eleitorais – o suficiente para garantir a vitória mesmo em um cenário em que o Estado tivesse sido vencido por Trump.

Não há evidências de fraude generalizada nas eleições, e especialistas dizem que os vários processos de Trump não têm chance de reverter o resultado de nenhum Estado –  muito menos das eleições. Funcionários eleitorais de ambos os partidos declararam que as eleições foram honestas e observadores internacionais não registraram irregularidades graves.

As questões apontadas pela campanha de Trump e seus aliados são típicas em todas as eleições: problemas com assinaturas, envelopes secretos e marcas postais em cédulas de correio, bem como a possibilidade de um pequeno número de votos perdidos.

A equipe jurídica de Trump conseguiu até agora apenas duas pequenas vitórias. Em um caso, um tribunal permitiu que seus observadores ficassem um pouco mais próximos dos trabalhadores eleitorais que processavam cédulas pelo correio na Filadélfia. Em outro, os condados da Pensilvânia foram obrigados a não contar as cédulas enviadas pelo correio ou ausentes para as quais o eleitor não apresentou uma identificação válida dentro de seis dias após a eleição, mas essa decisão deve afetar não mais do que alguns milhares de votos. /COM AP

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