Tribunal da Venezuela decide manter líder opositor preso

Juíza rejeitou recomendação de grupo da ONU pedindo a libertação de Leopoldo López alegando que prisão não foi 'arbitrária' 

O Estado de S. Paulo

14 Novembro 2014 | 11h31

CARACAS - O Tribunal da Venezuela que julga o dirigente Leopoldo López, um dos principais opositores do governo de Nicolás Maduro, rejeitou na quinta-feira o pedido de libertação feito pela defesa, afirmou a mulher do político, Lilian Tintori.

O pedido de libertação foi apresentado pela defesa de López em 10 de outubro, um dia depois que o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária fazer uma recomendação pedindo a "libertação imediata" do opositor.

O grupo da ONU havia considerado as prisões de López e Daniel Ceballos (ex-prefeito de San Cristóbal), motivadas pelos protestos antigovernamentais de fevereiro, "arbitrárias".

Segundo a imprensa local, a juíza Susana Barreiros rejeitou a solicitação feita ao tribunal por considerar que o grupo da ONU não está contemplado nos tratados internacionais e, portanto, suas recomendações não são vinculativas.

Além disso, a magistrada afirmou que López foi detido com uma ordem judicial e foram cumpridos todos os procedimentos legais, negando que a detenção tenha sido arbitrária.

O tribunal convocou para o dia 18 uma nova audiência do julgamento de López e dos quatro estudantes que também são acusados de responsabilidade pela violência durante uma manifestação em Caracas, no começo do ano, que terminou com três mortos, dezenas de feridos e várias pessoas detidas.

O líder opositor é acusado de incitação à violência, formação de quadrilha, danos à propriedade e incêndio. A defesa do político afirmou nesta sexta-feira, 14, que vai recorrer da decisão do tribunal. "O tribunal de primeira instância negou (o recurso), mas agora caberá à Corte de Apelações tomar uma decisão que tem que ser justa", disse o advogado Juan Carlos Gutiérrez, em entrevista à rádio "Unión. /EFE

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