Carlos Garcia Rawlins/REUTERS
Carlos Garcia Rawlins/REUTERS

Tribunal da Venezuela decreta prisão de agentes envolvidos na detenção de líder da Assembleia

No último domingo, Juan Guaidó, do partido de oposição Vontade Popular, foi interceptado por agentes do serviço de inteligência e ficou detido durante uma hora; o governo de Maduro nega envolvimento e classifica o episódio como um golpe

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2019 | 09h07

CARACAS - Um tribunal da Venezuela decidiu na quarta-feira 16 enviar à prisão os 12 agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) envolvidos na detenção do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, informou uma fonte judicial. 

O Sexto Tribunal de Controle de Caracas decretou a prisão preventiva dos funcionários após uma audiência em que foram acusados de "abuso de autoridade, privação ilegítima de liberdade e associação criminosa". Os investigados permanecerão na sede da Direção de Contrainteligência Militar, em Caracas, informou o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

A detenção de Gauidó ocorreu no domingo passado, quando vários homens encapuzados e com fuzis interceptaram a caminhonete do presidente da Assembleia, em um subúrbio de Caracas. Guaidó seguia para Caraballeda (norte) para liderar um comício a favor de um "governo de transição" que substitua Nicolás Maduro. O congressista, libertado após uma hora, acusou o governo, mas Maduro negou envolvimento e classificou o episódio como um golpe de mídia produzido entre opositores e agentes de inteligência corruptos.

Liderado por Guaidó, o Parlamento declarou Maduro "usurpador" da presidência, prometeu "anistia" a militares que não o reconhecerem e pediu à comunidade internacional para congelar ativos e contas da Venezuela. Como parte de sua estratégia, ele convocou manifestações para 23 de janeiro em apoio a um "governo de transição", o que levou aos chavistas a chamar uma contramanifestação, na primeira grande queda de braço nas ruas desde os protestos que deixaram 125 mortos entre abril e agosto de 2017.

Uma das jovens lideranças do partido Vontade Popular, fundado por Leopoldo López, em prisão domiciliar, Guaidó é considerado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) como presidente interino da Venezuela por não reconhecer, junto a outros países, como o Brasil, o segundo mandato do presidente Nicolás Maduro, que tomou posse no começo deste ano. / AFP

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