REUTERS/Mariana Bazo
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Tribunal de apelações do Peru decreta libertação de Keiko Fujimori

Líder opositora foi presa uma semana atrás acusada de receber dinheiro da Odebrecht para sua campanha presidencial de 2011

O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2018 | 00h28

LIMA - Um tribunal de apelações do Peru decretou nesta quarta-feira a libertação da líder opositora Keiko Fujimori, detida havia uma semana por suposto recebimento de suborno do grupo Odebrecht para sua campanha eleitoral em 2011.

A Corte "determina a imediata libertação dos denunciados detidos" neste caso, entre eles a filha do  ex-presidente Alberto Fujimori, declarou o presidente do tribunal, Octavio Sahuanay, ao acolher o recurso da líder opositora.

Outros três denunciados no mesmo caso e detidos na semana passada também serão libertados.

Keiko, 43 anos, chorou a abraçou sua advogada Giuliana Loza ao ouvir a decisão, ao final de seis horas de deliberações entre os três juízes do tribunal.

A corte declarou que o juiz de instrução Richard Concepción Carhuancho, que determinou a prisão de Keiko, cometeu duas irregularidades ao decretar a prisão de Keiko: copiar e colar os argumentos da Procuradoria em sua decisão, e utilizar o "conhecimento privado" que tinha sobre o caso.

O tribunal esclareceu que não se pronunciava sobre a validade da denúncia contra Keiko, que teria utilizado a "estrutura" do seu partido - Força Popular - para obter dinheiro da Odebrecht para a companha eleitoral.

A Procuradoria acusa Keiko de ter recebido da empreiteira US$ 1,2 milhão para financiar sua campanha para a presidência em 2011, vencida por seu adversário Ollanta Humala (também assinalado por ter recebido contribuições da Odebrecht).

Além da líder do partido Força Popular (direita populista, principal força opositora que controla o Congresso peruano), outras 19 pessoas, entre elas Jaime Yoshiyama e Augusto Bedoya - ambos muito próximos aos Fujimori -, são investigadas por supostamente receberem fundos da empreiteira Odebrecht para a campanha presidencial de 2011. 

Há duas semanas, a Suprema Corte do Peru anulou o indulto presidencial outorgado por Pedro Pablo Kuczynski em dezembro a Alberto Fujimori e ordenou sua prisão, mas o ex-presidente deu entrada em uma clínica em Lima, onde permanece sob custódia policial. / AFP

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