Tribunal de Haia nega responsabilidade na morte de Milosevic

O Tribunal Penal Internacional de Haia negou responsabilidade na morte do ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic, que hoje foi achado sem vida em sua cela na unidade de detenção da corte. "O TPII não é responsável pela infeliz morte de Milosevic, a quem sempre oferecemos o melhor cuidado médico possível", declarou à EFE o porta-voz da TPII, Christian Chartier. A viúva de Milosevic, Mira Markovic, e seu irmão mais velho, Borislav, culparam hoje o TPII pelo falecimento do ex-líder iugoslavo. "Entendemos a família, mas de modo algum se pode culpar o TPII", afirmou Chartier. Acusado de crimes de guerra Milosevic era acusado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade por seu papel nas guerras na Bósnia, Croácia e Kosovo durante os anos 90. Ele também estava sendo acusado de genocídio por causa da guerra da Bósnia (1992 a 1995), em que morreram 200 mil pessoas. O presidente da Croácia, Stjepan Mesic, lamentou que Milosevic não tenha vivido o suficiente para receber a punição que merecia. "É uma pena que (Milosevic) não tenha vivido até o fim do processo e que não tenha recebido o castigo merecido", disse Mesic aos meios de comunicação croatas. O julgamento de Milosevic no Tribunal Criminal Internacional em Haia começou em 2002 e sua conclusão vinha sofrendo vários atrasos por causa dos problemas de saúde do ex-presidente. Milosevic ocupou o cargo de presidente da Iugoslávia durante 13 anos, até 2000. O representante da Política Externa da União Européia, Javier Solana, disse esperar que a morte de Milosevic ajude a Sérvia a finalmente resolver seu passado e permitir com que olhe para o futuro.

Agencia Estado,

11 Março 2006 | 12h29

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.