Tribunal de Israel bloqueia indicação de Sharon

O Tribunal Superior de Israel decidiuhoje que um antigo agente de segurança que admitiu terespancado até a morte dois sequestradores de ônibus palestinosnão pode servir como assessor de contraterrorismo doprimeiro-ministro Ariel Sharon. A corte julgou uma apelação de dois legisladores israelensescontra a indicação por Sharon de Ehud Yatom, um antigo agente doserviço de segurança Shin Bet. Yatom admitiu numa entrevista a um jornal cinco anos atrás queele havia matado os dois sequestradores em 1984 depois que elestinham sido capturados. Yatom disse que esmagou o crânio dospresos com uma pedra. Os assassinatos, conhecidos como o "Casoda Linha 300", foram na época encobertos. Reagindo à decisão do tribunal, Yatom afirmou que em 1984 eleagiu "de acordo com as normas então aceitas". "É um triste dia para as forças de defesa", disse Yatom àRádio de Israel ao sair da sala do tribunal. "Agi pela defesade meu país... com grande risco pessoal eu resgatei um refém. Adecisão mostra que a corte está desconectada da nação". Yatom, um irmão do ex-chefe do Mossad Danny Yatom, disse quepode se candidatar ao parlamento israelense. Ehud Yatom recebeu o perdão do então presidente israelenseChaim Herzog em 1986, depois que um relatório do governo revelouque o chefe da Shin Bet na época, Avraham Shalom, ordenou amorte dos dois palestinos. O tribunal decidiu hoje que o envolvimento de Yatom nosassassinatos o tornou inelegível para servir como assessor decontraterrorismo. A ordem recebida por Yatom foi ilegal e nãodeveria ter sido executada, julgou a corte.

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