Tribunal decide hoje se abre processo contra chavista dissidente

Corte ligada ao chavismo avalia se Luísa Ortega Díaz será declarada mentalmente insana, primeiro passo para sua destituição

O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2017 | 14h42

CARACAS - Juízes do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ), alinhado ao chavismo, avaliam nesta terça-feira, 20, um recurso de um deputado chavista que pede que a procuradora-geral Luísa Ortega Díaz seja declarada mentalmente insana. 

A medida foi interposta pelo chavista Pedro Carreño, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). A procuradora chavista se tornou uma dissidente do governo desde o início dos protestos contra o presidente Nicolás Maduro. A abertura do processo é o primeiro passo para a destituição da fiscal.

"Introduzi este requerimento no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) para que o plenário do TSJ inicie um processo, como estabelecem as leis, qualifique de falta grave e declare se há mérito para julgar a procuradora", disse à imprensa o legislador Pedro Carreño, acusando Luisa Ortega de "mentir".

Em 31 de março, ela considerou uma ruptura institucional o decreto do TSJ no qual a Corte tomou para si as competências da Assembleia Nacional, controlada pela oposição.  Nos últimos meses, ela criticou a atuação da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) na repressão às manifestações e contradisse a versão oficial do governo sobre a morte de opositores. 

À Rádio Unión, que é crítica ao governo, a procuradora-geral disse que pretende impugnar os 13 juízes e 20 suplentes do TSJ, nomeados às pressas no fim de 2015, antes de a oposição assumir o controle do Parlamento, à época ainda com maioria chavista. 

 

Tudo o que sabemos sobre:
Nicolás MaduroVenezuela

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.