Tribunal do Camboja acusa mais 2 membros do regime de Pol Pot

O tribunal cambojano encarregado dejulgar os crimes relativos aos "Campos da Morte" no país acusouo ex-chanceler do governo do Khmer Vermelho Ieng Sary e amulher dele de crimes contra a humanidade, fazendo dos dois osmais recentes integrantes do círculo de poder de Pol Pot aserem julgados. O octogenário Ieng Sary, que se tornou o rostointernacionalmente conhecido da revolução ultramaoísta depoisde ela ter sido deposta em 1979, durante uma invasãovietnamita, também é acusado de crimes de guerra, afirmou umporta-voz da corte. Ieng Sary e Khieu Thirith -- irmã da primeira mulher de PolPot, Khieu Ponnary -- foram detidos pouco depois do amanhecerpor policiais que isolaram a residência de Phnom Penh onde osdois moram desde que fizeram um acordo com as forças do governoe renderam-se, em 1996. Os dois foram então levados para o prédio do tribunal, naperiferia da capital. Estima-se que 1,7 milhão de pessoas tenham sido executadasou tenham morrido em virtude de tortura, de doenças ou da fomesob o reinado de terror do Khmer Vermelho, no poder entre 1975e 1979. Ieng Sary negou ter qualquer responsabilidade pelosassassinatos em massa, mas passou grande parte da década de1980 defendendo Pol Pot na Organização das Nações Unidas (ONU). Ele e Khieu Thirith são o terceiro e o quarto membrosimportantes do governo do Khmer Vermelho detidos desde quecomeçou a funcionar, com quase uma década de atraso, umtribunal apoiado pela ONU e encarregado de julgar os crimesdaquele regime.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.