Tribunal do Chile reafirma que Allende cometeu suicídio

Corte rejeitou argumento de que o ex-presidente teria sido morto a tiros por soldados

Agência Estado

07 de janeiro de 2014 | 15h13

SANTIAGO - O Tribunal Superior do Chile encerrou formalmente uma investigação sobre a morte do presidente socialista Salvador Allende, reafirmando que ele cometeu suicídio durante o golpe militar de 1973.

 

Numa decisão que dividiu os juízes, datada de 6 de janeiro, o tribunal rejeitou dois apelos que tentavam reabrir o caso sob o argumento de que Allende teria sido morto a tiros por soldados.

 

Mas o tribunal concluiu que as provas não dão suporte a essa hipótese e que mostram que um ferimento a bala autoinfligido provocou a morte de Allende.

 

O juiz que investigou a morte de Allende concluiu em 2012 que o ex-presidente atirou em si mesmo com um único tiro disparado contra seu queixo em 11 de setembro de 1973, depois de o palácio presidencial ter sido alvo de um bombardeio aéreo.

 

Após ordenar o esvaziamento do prédio, Allende retirou-se para o Salão Independência, concluiu o juiz Mario Carozza. Ele sentou-se num sofá, colocou os rifle que levava entre suas pernas, apoiou o cano contra o queixo e apertou o gatilho, de acordo com as conclusões do juiz.

 

O general Augusto Pinochet tomou o poder e instalou um regime militar que só terminou em 1990. Durante esse período, mais de 3.200 morreram ou desapareceram durante seu regime, mas o número de vítimas - entre detidos e torturados - chegou a mais de 40 mil. Fonte: Dow Jones Newswires.

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