Tribunal do Egito condena 188 pessoas à pena de morte

Um tribunal egípcio condenou 188 pessoas à morte nesta terça-feira pelo assassinato de 11 policiais em Kerdasa, uma cidade rebelde a oeste de Cairo considerada um reduto militante. É a maior sentença de morte em massa proferida recentemente pelo sistema judicial do país recentemente, apesar das críticas internacionais generalizadas.

Estadão Conteúdo

02 de dezembro de 2014 | 20h49

O ataque, em que policiais foram mutilados, é considerado um dos mais ataques mais violentos a forças de segurança do país. Ele aconteceu no mesmo dia em que forças de segurança ocuparam brutalmente dois campos de protestos de simpatizantes do presidente deposto islamita Mohammed Morsi, matando centenas de pessoas. Os manifestantes exigiam a reintegração de Morsi, da Irmandade Muçulmana.

Os réus também foram acusados de tentar matar mais dez policiais, danificarem uma delegacia de polícia, incendiar carros de polícia e possuir armas pesadas. Autoridades de segurança disseram que 143 dos 188 réus estão sob custódia.

A sentença desta terça-feira depende da opinião da autoridade superior religiosa do Egito, o Grand Mufti. O tribunal deve emitir um veredicto final em 24 de janeiro. Os réus podem apelar da decisão. Fonte: Associated Press.

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