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Tribunal dos EUA rejeita caso contra tortura da CIA

Um tribunal federal de apelações rejeitou na sexta-feira, 2, uma queixa apresentada por um alemão de origem libanesa que afirma ter sido torturado pela CIA numa prisão do Afeganistão.O tribunal opinou que analisar o caso poderia pôr em perigo a segurança nacional dos Estados Unidos, ao revelar segredos de Estado.O veredicto por unanimidade de um painel de três juízes rejeita o caso de Khaled el-Masri, confirmando a decisão tomada por um tribunal inferior.O painel de magistrados sustenta que o caso revelaria como a CIA organiza e supervisiona suas operações mais delicadas.AcusaçãoMasri acusa George Tenet, ex-diretor da CIA, além de vários funcionários e empresas relacionadas com a agência de espionagem.O caso se refere ao programa em que a CIA prende suspeitos de terrorismo, que leva a outros países para interrogatório. A estratégia tem sido criticada duramente por grupos de defesa dos direitos humanos.Masri alega que os detalhes do programa são amplamente conhecidos devido aos artigos publicados na imprensa e às declarações de funcionários americanos. Por isso, na sua opinião, o caso não revelaria nenhum segredo de Estado. O tribunal de apelações discordou.Masri diz que foi detido por engano na Macedônia e relacionado com os atentados de 11 de setembro de 2001. Ele teria sido levado ao Afeganistão e maltratado durante os cinco meses que permaneceu em cativeiro.A queixa solicita compensação material de pelo menos US$ 75 mil. O governo americano não confirmou nem negou o relato de Masri.

Agencia Estado,

03 de março de 2007 | 02h24

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