Tribunal dos EUA se pronuncia contra ação antiterror

O Departamento de Justiça dos EUA apelou da sentença da corte secreta que supervisiona as ações de vigilância governamentais, segundo a qual a ofensiva antiterrorista lançada após os atentados de 11 de setembro contém violações à privacidade. O Foreign Intelligence Surveillance Court, um tribunal especial que há quase 20 anos não tornava públicas suas decisões e que é composto por 11 membros, disse em seu parecer que as linhas de ação apresentadas pelo secretário de Justiça, John Ashcroft, para combater o terrorismo "não foram razoavelmente projetadas" para colocar a salvo a privacidade dos americanos. Segundo os documentos divulgados, referentes a maio último, o tribunal expressou sua séria preocupação a respeito dos erros cometidos pelos agentes do FBI ao solicitarem à Justiça permissão para levar adiante ações de inteligência, que freqüentemente incluem interceptações de mensagens pessoais. A corte, que apontou 75 desses erros, alguns deles anteriores aos atentados, disse que se trata de ações "inexplicáveis". Diante do avanço dos poderes dos organismos de segurança após os ataques, a corte começou a analisar a possibilidade de manipulação das informações obtidas de modo secreto.

Agencia Estado,

23 Agosto 2002 | 17h27

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