Amr Dalsh/Reuters
Amr Dalsh/Reuters

Tribunal egípcio adia decisão sobre pena de morte para Morsi

No mês passado, a corte pediu a pena capital depois que ele e os outros réus, incluindo o líder máximo da Irmandade, foram condenados pela morte e sequestro de policiais, ataque a instalações policiais e fuga da prisão

O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2015 | 15h52

CAIRO - Um tribunal egípcio adiou nesta terça-feira, 2, a decisão final sobre uma recomendação de sentença de morte contra o ex-presidente Mohamed Morsi e outros líderes da Irmandade Muçulmana, em um caso relacionado à fuga de uma prisão em 2011. O juiz disse que o caso foi adiado para 16 de junho.

No mês passado, a corte pediu a pena de morte para Morsi depois que ele e os outros réus, incluindo o líder máximo da Irmandade, Mohamed Badie, foram condenados pela morte e sequestro de policiais, ataque a instalações policiais e fuga da prisão durante um levante contra o então presidente Hosni Mubarak.

A decisão foi encaminhada à época para a máxima autoridade religiosa do Egito, o grão-mufti, para um parecer de cumprimento não obrigatório. O juiz Shaaban el-Shami disse que o tribunal recebeu o parecer do mufti nesta terça-feira de manhã e precisa de tempo para discutir o assunto.

Morsi pode recorrer da sentença. Ele alega que a corte não é legítima, e afirma que os processos judiciais contra ele fazem parte de um golpe do ex-comandante militar e atual presidente do Egito, Abdel-Fattah al-Sissi. / REUTERS

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