Tribunal egípcio condena 119 simpatizantes de Mursi

Um tribunal egípcio condenou 119 simpatizantes da Irmandade Muçulmana do ex-presidente Mohamed Mursi a três anos de prisão nesta quarta-feira, em conexão com os protestos em outubro do ano passado contra a derrubada de Mursi, disseram fontes da Justiça.

Reuters

16 de abril de 2014 | 14h11

Mais de 50 pessoas foram mortas nos protestos 6 de outubro convocados por apoiadores de Mursi, um dos dias mais sangrentos desde a sua derrubada pelos militares no dia 3 de julho. O juiz Hazem Hashad absolveu seis pessoas no caso. Eles enfrentaram acusações que incluem reunião ilegal de pessoas e banditismo.

As autoridades apoiadas pelo Exército baniram a Irmandade Muçulmana e tornaram o grupo clandestino, numa investida que resultou em centenas de partidários mortos e na prisão de milhares após Mursi, o primeiro presidente livremente eleito, ter sido derrubado pelos militares após protestos em massa contra seu governo.

Abdel Fattah al-Sisi, o general que derrubou Mursi, declarou no mês passado que vai disputar a eleição presidencial, em que sua vitória é esperada.

Em outro caso, no mês passado, um tribunal no sul do Egito condenou 529 simpatizantes de Mursi à morte em uma decisão que atraiu críticas de grupos de direitos humanos e governos ocidentais.

A Irmandade Muçulmana foi partido político mais organizado do Egito até o ano passado, mas o governo o acusou de optar pela violência desde que Mursi foi derrubado. A Irmandade diz que o grupo continua empenhado em resistir pacificamente ao que considera um golpe militar.

Muitos dos líderes da Irmandade, incluindo Mursi, estão em julgamento. Mursi é acusado de crimes que incluem conspirar com grupos militantes estrangeiros contra o Egito, o que pode levar à pena de morte.

Em um caso separado, um juiz condenou um proeminente pregador islâmico e político a sete anos de prisão sob a acusação de falsificação de documentos de cidadania de sua mãe para que ele pudesse disputar a eleição presidencial de 2012 vencida por Mursi.

Hazem Salah Abu Ismail, um radical salafista, foi preso depois da queda de Mursi. Ele foi desclassificado da eleição quando se descobriu que sua mãe tinha dupla nacionalidade (com cidadania norte-americana).

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