KHALED DESOUKI/AFP
KHALED DESOUKI/AFP

Tribunal egípcio condena 250 seguidores do ex-presidente Morsi a prisão perpétua

Outros 249 seguidores do líder da Irmandade Muçulmana também foram condenados pelo tribunal militar de Alexandria por crimes que teriam ocorrido após golpe militar em julho de 2013

O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2015 | 14h56

CAIRO - O tribunal militar de Alexandria, no norte do Egito, condenou nesta terça-feira, 11, 499 seguidores do ex-presidente deposto Mohamed Morsi a diferentes penas de reclusão, sendo 250 à prisão perpétua, afirmou uma fonte judicial egípcia.

Os crimes pelos quais os apoiadores de Morsi foram sentenciados ocorreram após o golpe militar que resultou a queda do ex-presidente em julho de 2013, quando os julgados teriam provocado incêndios em vários edifícios públicos, incluindo a sede do governo e uma delegacia da Província de Bahira, ao norte do Cairo.

Entre os processados há dirigentes e representantes da Irmandade Muçulmana, organização que era dirigida por Morsi e passou a ser considerada terrorista pelo governo egípcio desde dezembro de 2013.

A fonte ouvida pela agência Efe destacou os nomes de Gamal Heshmat e Osama Suleiman como dois dos representantes da Irmandade Muçulmana em Bahira, ambos exilados no exterior. Desde o golpe militar, as autoridades egípcias perseguiram os simpatizantes, integrantes e líderes do grupo.

Centenas de pessoas foram condenadas a penas de morte em 2014 no Egito em julgamentos que as organizações de defesa dos direitos humanos criticaram por considerar que as garantias processuais não foram respeitadas e que as penas foram muito severas, entre outros motivos.

O próprio Morsi foi condenado à morte pelo caso da fuga de uma prisão durante a revolução de 2011, que derrubou o então presidente Hosni Mubarak. / EFE

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