Koji Sasahara/AP
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Tribunal em Tóquio nega prorrogação da prisão de Carlos Ghosn

Acusado de fraudar declarações de renda, executivo brasileiro poderá ser libertado sob fiança nos próximos dias

Redação*, O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2018 | 04h14

TÓQUIO - A Corte Distrital de Tóquio rejeitou nesta quinta-feira, 20, um pedido para estender a prisão do executivo brasileiro Carlos Ghosn. Preso há um mês, ele poderá ser libertado em breve sob fiança.

Os promotores do caso queriam manter Ghosn na cadeia por mais dez dias. Um recurso contra a decisão que impediu a prorrogação da prisão deverá ser apresentado, segundo informações da agência de notícias Jiji.

O executivo, que há quase duas décadas ajudou a orquestrar a união entre a francesa Renault e a japonesa Nissan, foi preso no dia 19 de novembro e é acusado de fraudar sua declaração de renda e usar recursos corporativos para benefício pessoal.

A investigação foi originada a partir de uma denúncia interna da Nissan nos últimos meses. No dia 10 de dezembro, ele foi acusado de omitir às autoridades do mercado de ações cerca de 5 bilhões de ienes (US$ 44 milhões) entre 2010 e 2015.  A apuração também envolveu seu braço direito, Greg Kelly.

“A investigação mostrou que, por muitos anos, tanto Ghosn quanto Kelly informaram valores de remuneração no relatório de valores mobiliários da Bolsa de Valores de Tóquio que eram menores do que a quantia real, para reduzir a quantia divulgada da remuneração de Carlos Ghosn”, disse a Nissan, em um comunicado quando Ghosn foi preso. O executivo foi demitido do conselho de administração da companhia no dia 22 de novembro.

Ghosn também é suspeito de ter usado unidades da Nissan na Europa para dissimular pagamentos de quase US$ 18 milhões para a compra de imóveis no Rio de Janeiro e em Beirute, capital do Líbano. \ EFE, AFP e AP

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