Tribunal emite ordem de prisão contra ex-premier tailandês

Até hoje, nenhum ministro ou chefe de Governo foi preso por corrupção na Tailândia

EFE

03 de setembro de 2007 | 05h14

Um tribunal de Bangcoc emitiu nesta segunda-feira uma ordem de busca e detenção contra o ex-primeiro-ministro Thaksin Sinawatra por ocultação de ações da empresa SC Assets Company Limited, depois de a Corte Suprema ditar outra no dia 14 de agosto por corrupção. O ex-governante e sua esposa, Pojaman, foram acusados pela Promotoria de transferir de forma ilegal ações desta companhia, que é filial da Shin Corporation, o conglomerado empresarial que Shinawatra fundou e que vendeu em janeiro de 2006 à estatal Temasek por cerca de US$ 1,9 bilhão, em uma transação declarada livre de impostos. Shinawatra, deposto em 19 de setembro de 2006 em um golpe de Estado militar, vive desde então no Reino Unido, onde declarou que não tem a intenção de retornar por enquanto à sua pátria. Se for declarado culpado neste processo, o magnata tailandês pode ser condenado a uma pena máxima de dez anos de detenção. Nunca até o momento um ministro ou chefe de Governo foi preso por corrupção na Tailândia. A ordem de busca e captura ditada pelo Supremo no mês passado está relacionada com a compra fraudulenta, em 2003, de um terreno estatal de cinco hectares e situado em uma zona da capital saturada de edificações, pelo qual Pojaman pagou em um leilão 722 milhões de bat (US$ 22,2 milhões). Shinawatra disse que todas estas acusações fazem parte da campanha de perseguição política dos militares golpistas e assegurou que voltará para provar sua inocência nos tribunais quando a democracia for restabelecida na Tailândia. O Governo supervisado pelos militares pretende realizar eleições legislativas em dezembro. 

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