Francois Lenoir/REUTERS
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Tribunal equatoriano congela conta bancária de Rafael Correa

Ex-presidente é acusado, junto a 19 pessoas, de aceitar US$ 7,5 milhões em subornos

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2021 | 22h38

QUITO - A Procuradoria Geral do Equador informou nesta sexta-feira, 12, que congelou as contas bancárias de muitos líderes empresariais e ex-funcionários do governo, incluindo o ex-presidente Rafael Correa e membros de sua administração, que foram condenados no último ano por violar as leis de financiamento de campanha.

Correa e 19 outros, incluindo seu ex-vice-presidente, que está preso por outro caso de corrupção, foram acusados ​​de aceitar US $ 7,5 milhões em subornos em troca de contratos públicos para financiar as campanhas eleitorais de seu partido entre 2012 e 2016.

O ex-presidente, que esteve no cargo de 2007 a 2017, foi condenado a oito anos de prisão por um juiz equatoriano em 2020, mas vive na Bélgica desde que deixou o cargo há quatro anos, fugindo da justiça em seu país.

Além da pena de prisão, os condenados foram condenados a pagar um total de $ 14,7 milhões em indenizações ao governo, com valores diferentes de acordo com a sentença de cada indivíduo.

Até o momento, apenas três dos 20 condenados no caso, todos empresários, já pagaram a dívida, segundo a procuradoria-geral.

Em nota, a entidade informou ainda que, após as apreensões de contas, “solicitará ao mesmo tribunal a ordem de apreensão de bens registrados em nome dos condenados”.

Correa, de 58 anos, também tem um mandado de prisão pendente pelo suposto sequestro de um oponente político e está proibido de participar da política por 25 anos.

Seus advogados não puderam ser contatados imediatamente para comentar o assunto.

O ex-líder negou as acusações, dizendo que se tratava de um ataque político do ex-presidente Lenín Moreno, que Correa inicialmente apoiou quando Moreno foi eleito em 2017.

Em agosto de 2020, a Procuradoria-Geral da República instituiu a Unidade de Recuperação de Ativos, com o objetivo de facilitar a justiça em casos de corrupção envolvendo ex-funcionários públicos. /REUTERS

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