Tribunal espanhol indicia irmã do rei Felipe VI por corrupção

Juiz de Palma de Mallorca decidiu manter as acusações contra a princesa Cristina de Bourbon e o marido, que poderão ser julgados

O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2014 | 09h38

MADRI - O juiz espanhol responsável pelo caso de suposta corrupção que abalou a família real decidiu nesta quarta-feira, 25, manter a acusação contra a princesa Cristina, irmã do rei Felipe VI, que agora poderá ser julgada. 

As denúncias contra o marido de Cristina, Iñaki Urdangarin, em dezembro de 2011, e contra ela, em janeiro, causaram um escândalo que contribuiu para a queda de popularidade do rei Juan Carlos I. O casal, afastado das atividades oficiais da família real, é acusado de desvio de verbas públicas.

Após o anúncio da decisão judicial, a Casa do Rei afirmou apenas que respeita a decisão. "Respeitamos plenamente as decisões judiciais". As consequências do caso são os primeiros problemas que o novo rei, que assumiu o trono dia 19, deve enfrentar.

O juiz José Castro, de Palma de Mallorca, ao decidir por manter a acusação, encerra uma investigação que começou em 2010. Cristina responde por dois crimes contra a Fazenda e um de lavagem de dinheiro.

Para Castro, a princesa, de 49 anos, cooperou com o marido no desvio de mais de 6 milhões de euros por meio do Instituto Noos, sociedade sem fins lucrativos presidida por Urdangarin entre setembro de 2003 e março de 2006. "Os supostos crimes contra a Fazenda dos quais Don Iñaki Urdangarin é acusado dificilmente seriam cometidos sem, ao menos, o conhecimento de sua mulher", disse o juiz.

Em depoimento dado em fevereiro, Cristina afirmou não ter envolvimento nos negócios do marido e ter participado a pedido dele e por confiar plenamente nele. O procurador de Palma de Mallorca, Pedro Horrach, e o advogado da princesa, Miguel Roca, afirmaram que vão recorrer da decisão. / AP e EFE

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