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Tribunal federal americano condena genro de Bin Laden por terrorismo

Júri ainda precisa se decidir sobre a pena do terrorista, que pode ser condenado à prisão perpétua

O Estado de S. Paulo,

26 de março de 2014 | 13h41

NOVA YORK - O kuwaitiano Suleiman Abu Ghaith, genro do terrorista saudita Osama Bin Laden, foi considerado culpado de três acusações de terrorismo nesta quarta-feira, 26, por um tribunal federal de Nova York. Ele pode ser condenado à prisão perpétua.

A promotoria apresentou Abu Ghaith como o principal mensageiro de Bin Laden depois dos atentados de 11 de setembro. O terrorista ficou conhecido após aparecer em um vídeo da rede Al-Qaeda ao lado do sogro e do antigo número dois do grupo, o egípcio Ayman al-Zawahiri, que hoje comanda organização.

O veredicto foi emitido no segundo dia de julgamento. Abu Ghaith foi considerado cupado por conspiração para matar americanos, conspiração para atos terroristas e auxílio para execução de atos terroristas.

"O júri determinou por unanimidade que o réu não apenas conspirou para oferecer apoio material para Al-Qaeda - o que ele efetivamente acabou fazendo - como também conspirou para matar americano", disse por meio de nota o promotor federal do distrito sul de Nova York Preet Bharara. "Ele foi mais que o ministro de Propaganda de Bin Laden."

Resta agora definir qual será a pena do terrorista. Durante o julgamento, o genro de Bin Laden reconheceu que foi convocado pelo sogro na noite de 11 de setembro de 2001. Na ocasião, o líder da Al-Qaeda lhe perguntou o que achava dos atentados. Abu Ghait nega ter conhecimento prévio do plano e diz que nunca foi um membro efetivo da Al-Qaeda. / EFE

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