REUTERS/Lean Daval Jr
REUTERS/Lean Daval Jr

Tribunal filipino manda prender senadora crítica de Duterte

Leila de Lima se refugiou no Senado após ser acusada ligação com o narcotráfico; ela diz ser alvo de perseguição

O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2017 | 19h21

MANILA - Um tribunal das Filipinas determinou nesta quinta-feira, 23,  a prisão de uma senadora crítica ao presidente Rodrigo Duterte e sua campanha contra o tráfico de drogas. Leila de Lima foi acusada de receber dinheiro de traficantes, mas diz estar sendo alvo de uma perseguição política conduzida pelo presidente. 

Leila passou várias horas em seu gabinete no Senado - onde por lei ela não poderia ser presa - e prometeu se entregar depois de se despedir de seus parentes. “Não tenho intenção de fugir ou de me esconder”, disse ela. “Responderei a esse processo.”

A senadora tem sido uma crítica do governo de Duterte e de seu plano de combate ao narcotráfico - responsável pela execução extrajudicial de milhares por justiceiros armados desde junho. 

No ano passado, um painel do Senado filipino comandado pela senadora ouviu o testemunho do capanga Edgar Matobato. Ele contou que participava de execuções do gênero quando Duterte ainda era prefeito de Davao, no sul do país. 

Logo após esse depoimento, a senadora foi retirada do comitê. Dias depois, uma outra comissão, desta vez na Câmara, começou a ouvir depoimentos de narcotraficantes que a incriminaram. Segundo eles, Leila recebeu propinas por meio de um motorista identificado como Ronnie Dayan. 

Durante o processo na Câmara, o próprio Dayan chegou a depor e disse que recolheu dinheiro para a senadora. 

Detalhes de um suposto romance entre os dois foram divulgados pela comissão. Leila diz que isso faz parte de uma campanha movida por Duterte para silenciá-la. 

O indiciamento foi feito a pedido do departamento de Justiça das Filipinas, comandado por um amigo e aliado próximo do presidente Duterte. / NYT

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