Tribunal italiano fará novo julgamento para Amanda Knox

O Superior Tribunal da Itália ordenou nesta terça-feira a realização de um novo julgamento para a norte-americana Amanda Knox e seu ex-namorado italiano, revertendo as absolvições anteriores sobre o assassinato de uma colega de quarto de Knox.

Agência Estado

26 de março de 2013 | 14h57

Knox, estudante da Universidade de Washington em Seatle, disse que a decisão do Tribunal de Cassação de Roma foi "dolorosa", mas disse estar confiante de que será inocentada.

A norte-americana, que agora tem 25 anos, saiu livremente da Itália após ter sido inocentada em 2011, depois de ter cumprido quatro anos de uma sentença de 26 anos que fora definida por um tribunal inferior e que a condenou pelo assassinato de Meredith Kercher. A estudante britânica de intercâmbio, que na época do assassinato tinha 21 anos, foi encontrada morta em novembro de 2007 no quarto de uma casa alugada que ela e Knox dividiam na cidade de Perugia. Sua garganta havia sido cortada.

Raffaele Sollecito, italiano que na época era namorado de Knox, também foi condenado, sentenciado e posteriormente inocentado.

"Foi doloroso receber a notícia de que o Supremo Tribunal italiano decidiu reabrir o meu caso para revisão, quando a teoria da acusação sobre meu envolvimento no assassinato de Meredith foi considerado completamente infundado e injusto", afirmou Knox em comunicado.

A promotoria suspeita que Kercher foi vítima de um jogo sexual, movido a drogas, que deu errado. Knox e Sollecito negam ter cometido qualquer delito e afirmam que sequer estavam no apartamento naquela noite, embora tenham reconhecido que fumaram maconha e suas memórias não sejam claras. As informações são da Associated Press.

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