Tribunal nega extradição de ex-mercenário para Colômbia

O advogado do ex-mercenário israelense Yair Klein assegurou hoje que o Tribunal de Estrasburgo (ou Tribunal Europeu de Direitos Humanos), na França, negou a extradição do seu cliente à Colômbia, onde teme que ele possa ser morto em uma penitenciária. O advogado Mordechai Tzivin explicou que agora o governo russo terá que decidir se aceita ou não a decisão do Tribunal de Estrasburgo. O ex-mercenário israelense foi detido no Aeroporto de Moscou, em 2007. A Rússia é um dos países que fazem parte do tribunal.

AE, Agência Estado

09 de novembro de 2010 | 19h25

Tzivin afirmou que se a Rússia aceitar a decisão, o coronel Klein, que na década de 1980 treinou grupos paramilitares de direita na Colômbia, ficaria livre, após permanecer três anos detido na Rússia. O governo colombiano pede a extradição de Klein para que ele cumpra uma pena de 128 dias de prisão, imposta por um tribunal da cidade de Manizales, no departamento (Estado) de Caldas, 165 quilômetros ao noroeste de Bogotá. O tribunal condenou Klein por ter treinado grupos terroristas e por conspiração para delinquir.

A chancelaria da Colômbia afirma que só se pronunciará sobre o caso quando o Tribunal de Estrasburgo notificá-la oficialmente sobre a decisão. Os paramilitares colombianos de direita, que a pedido dos narcotraficantes foram treinados por mercenários, entre eles Klein, em uma região central da Colômbia conhecida como Magdalena Medio, são acusados de milhares de assassinatos e de terem expulsado outros milhares de camponeses de suas terras legítimas.

As informações são da Associated Press.

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