Tribunal nega liberdade para líder do Khmer Vermelho

Nuon Chea deve permanecer preso, sem direito a fiança, durante seu julgamento por crimes de guerra

Agência Estado e Associated Press,

20 de março de 2008 | 15h02

O tribunal encarregado de julgar os genocídios no Camboja negou nesta quinta-feira, 20, um pedido de liberdade provisória para um ex-líder do Khmer Vermelho, Nuon Chea. Segundo o tribunal, Chea deve permanecer preso, sem direito a fiança, durante seu julgamento por crimes de guerra e contra a humanidade. Chea era o ideólogo do Khmer Vermelho e foi preso no dia 19 de setembro. O julgamento dele no tribunal apoiado pelas Nações Unidas deve ocorrer ainda este ano. Ele é um dos cinco ex-líderes do Khmer Vermelho presos por suposto envolvimento com o governo brutal do grupo, entre 1975 e 1979. As investigações do tribunal levaram no ano passado ao indiciamento de Chea por envolvimento com crimes que incluem "assassinato, tortura, perseguição, extermínio, escravizar, prisões, deportação, transferência forçada e outros atos desumanos". Chea, de 81 anos, pode ser condenado à prisão perpétua. Nesta quinta, o juiz Prak Kimsan manteve a ordem de prisão. O réu nega todas as acusações. O Khmer Vermelho é responsabilizado por algo como 1,5 milhão de mortes no Camboja, entre 1975 e 1979. Liderado pelo marxista Pol Pot, o partido forçou milhões de pessoas a se transferir para o campo, para trabalhar em comunas. Houve sérios problemas com desabastecimento, fome, doenças e extermínios.

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