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Tribunal nega pedido de liberdade provisória a ex-líder sérvio preso por crimes de guerra

Radovan Karadzic pediu a libertação pois queria visitar o túmulo de seu irmão mais novo, morto recentemente, mas o Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia não o aceitou porque existe a possbilidade de uma fuga

O Estado de S. Paulo

01 Junho 2016 | 09h39

SARAJEVO - O Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII) negou o pedido de liberdade provisória ao ex-líder sérvio-bósnio Radovan Karadzic, condenado a 40 anos de prisão por crimes de guerra, afirmou nesta quarta-feira, 1º, a imprensa bósnia.

Karadzic havia pedido a libertação para visitar o túmulo de seu irmão mais novo, morto há poucas semanas. No entanto, o TPII considerou que não houve condições para que seu pedido pudesse ser aceito, já que não está descartada a possibilidade de uma fuga.

A imprensa local bósnia indica que a Sérvia havia oferecido garantias para a liberdade de Karadzic, mas não o ente sérvio da Bósnia-Herzegovina, onde ele tinha a intenção de estar durante a liberdade provisória.

O ex-líder servio-bósnio foi condenado em março em primeira instância a 40 anos de prisão pelo genocídio de Srebrenica e outras nove acusações de crimes de guerra e contra a humanidade no conflito armado da Bósnia (1992-1995).

Karadzic, que era um dos acusados mais procurados pelo TPII, foi detido em 2008 nos arredores de Belgrado após ficar mais de 12 anos foragido. /EFE

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