Mariana Bazo/Reuters
Mariana Bazo/Reuters

Tribunal peruano concede liberdade sob fiança a Keiko Fujimori

Líder da oposição no Peru é acusada de corrupção em caso envolvendo Odebrecht e estava em prisão preventiva há três meses

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2020 | 19h01

Um tribunal de apelação peruano liberou sob fiança nesta quinta-feira, 30, a líder da oposição Keiko Fujimori, que estava em prisão preventiva há três meses por suposto envolvimento no escândalo de corrupção da Odebrecht, informou o judiciário.

"A Segunda Câmara Nacional de Apelações Criminais Especializada em Crimes Organizados impõe um mandato restritivo a Keiko Fujimori Higuchi, mediante o pagamento de uma garantia econômica de 70.000 soles (cerca de R$ 10 mil) em cinco dias úteis", afirmou o Poder Judiciário pelo Twitter.

A opositora havia pedido sua libertação da prisão devido aos riscos da pandemia da covid-19.

Antes desta pena, Fujimori já havia passado 13 meses presa por conta do escândalo de pagamentos ilegais a políticos feitos pela Odebrecht, que também afeta quatro ex-presidentes. Um deles, Alan García, cometeu suicídio. 

Keiko havia recuperado a liberdade em 29 de novembro, mas o Ministério Público apresentou novas acusações e ela voltou à prisão no dia 28 de janeiro.

A promotoria afirma que ela recebeu contribuições ilegais da Odebrecht e de outras fontes para financiar suas campanhas eleitorais de 2011 e 2016, nas quais ficou perto de conquistar a presidência do Peru. A Odebrecht no Peru disse, por meio de assessoria, que assinou uma acordo com o MP e continuará colaborando.

Além da acusação inicial de lavagem de dinheiro, o MP acrescentou denúncias de obstrução de justiça, associação ilícita, falsidade genérica, fraude processual e organização criminosa. /AFP

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