Tribunal rejeita recurso de torturador do Khmer Vermelho

Justiça do Camboja afirma que "Duch" poderia fugir ou ameaçar testemunhas de seu julgamento

Efe,

03 de dezembro de 2007 | 13h15

O tribunal internacional promovido pelas Nações Unidos rejeitou nesta segunda-feira, 3, o recurso apresentado pelo chefe dos torturadores do Khmer Vermelho, Kang Ken Iev, o "Duch", que pedia para ser colocado em liberdade alegando que sua detenção é ilegal.   Os advogados que defendem "Duch", detido desde maio de 1999, argumentaram que a detenção de seu cliente sem um julgamento transgride as leis internacionais e a cambojana e seria uma violação dos "direitos humanos".   O presidente do tribunal, Prak Kimsan, afirmou que os juízes desprezaram o recurso por considerar que "Duch" poderia aproveitar sua libertação para fugir do país e também ameaçar algumas das testemunhas que irão depor em seu julgamento.   "Duch", diretor da brigada especial encarregada de interrogar os detidos no centro de Tuol Sleng, em Phnom Penh, é um dos cinco líderes do Khmer Vermelho acusados de crimes contra a humanidade pelo tribunal, composto por juízes cambojanos e estrangeiros designados pela ONU e aprovados pelo governo do Camboja.   O julgamento sobre o genocídio no Camboja deve começar em 2008, com término previsto para 2009.

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