Tribunal retira Hamas de lista de grupos terroristas da UE

Tribunal diz que decisão é técnica e recursos do grupo radical continuam congelados; Israel critica decisão

Jamil Chade, CORRESPONDENTE / GENEBRA

17 de dezembro de 2014 | 08h35

 GENEBRA - Uma corte da União Europeia retirou nesta manhã o Hamas da lista de organizações terroristas do bloco. O tribunal anulou, assim, a decisão de Bruxelas de manter o movimento islâmico na classificação de terroristas, alegando que os motivos do bloco estavam baseados em informações "de imprensa e da Internet".  

Segundo o tribunal, a UE não baseou sua decisão nas ações do Hamas. "Mas imputações factuais derivadas da imprensa e da Internet", indicaram os juízes. 

Por enquanto, porém, os recursos congelados em nome do Hamas continuarão a ser bloqueados nos bancos europeus. Isso será válido por pelo menos três meses ou até que um recurso seja julgado. 

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, criticou a ação e pediu que ela seja revertida. "Esperamos que a União Europeia revise rapidamente essa classificação", disse.

Controlando Gaza, o braço militar do Hamas passou a ser considerado como uma organização terrorista desde 2001, quando a "lista negra" foi criada. Em 2003, chanceleres europeus decidiram que o braço político do grupo também deveria ser considerado como uma entidade terrorista. 

A Corte de Justiça da UE, porém, alerta que a anulação foi tomada por "questões processuais" e que "não implica qualquer apreciação de fundo sobre a qualificação do movimento Hamas como grupo terrorista".

O recurso havia sido apresentado pelos advogados do Hamas. Mas o prazo de três meses concedidos hoje foi visto como uma medida da Corte aos advogados da UE e de Israel para construir as bases de um novo caso. 

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