Tribunal siciliano sentencia 46 assessores de capo mafioso

Um tribunal siciliano condenou 46 assessores, confidentes e colaboradores do capo mafioso Bernardo Provenzano, muitos dos quais ajudaram o ex-fugitivo a ludibriar a polícia. As sentenças mais rigorosas chegam a 18 anos de prisão, informou a imprensa italiana nesta quinta-feira. Em Palermo, funcionários do tribunal onde ocorreram os julgamentos confirmaram que as sentenças foram emitidas na última quarta-feira, 15. Entre os réus, havia integrantes de um grupo responsável pela organização de uma viagem de Provenzano a Marselha, no sul da França. Ali, o chefão da máfia siciliana foi submetido a uma cirurgia na próstata ainda na condição de foragido. Nicola Mandala, um dos organizadores, foi sentenciado a 13 anos e quatro meses de cadeia, informou a agência de notícias Ansa. A sentença mais rígida, de 18 anos de prisão, recaiu sobre Benedetto Spera, líder da máfia na cidade de Belmonte. Os suspeitos foram detidos em uma campanha de repressão à máfia em janeiro do ano passado, mais de um ano antes da captura de Provenzano em uma fazenda em Corleone, sua cidade natal. Depois de mais de 40 anos foragido, Provenzano foi capturado em abril deste ano. O jornal milanês Corriere della Sierra informou nesta quinta-feira que 11 réus julgados foram absolvidos pela justiça na quarta-feira última.

Agencia Estado,

16 Novembro 2006 | 16h19

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