Tribunal tailandês adia julgamento de acusado de pedofilia

Canadense detido após operação da Interpol tem audiência adiada por falta de advogado de defesa

Efe,

10 de março de 2008 | 09h19

O canadense acusado de pedofilia Christopher Neil, detido na Tailândia em outubro do ano passado após uma operação da Interpol, teve seu julgamento adiado porque não tinha advogado de defesa. Ao comparecer nesta segunda-feira, 10, a um tribunal tailandês que o julgará por abusar sexualmente de dois menores, Neil disse que não tinha um advogado para assumir sua defesa. O juiz informou que seria assistido por um advogado nomeado pelo tribunal, e fixou a próxima audiência para 2 de junho. Além de duas acusações de abuso de menores, Neil enfrenta outra por posse de fotografias e vídeos pornográficos feitos com algumas de suas vítimas. Se for declarado culpado, Neil pode ser condenado a 20 anos de prisão. Os dois jovens, que tinham então 13 e 14 anos de idade, denunciaram que Neil lhes pagou para praticar sexo oral em um apartamento em Bangcoc. Segundo o depoimento de uma das vítimas, o acusado filmou os atos, e a polícia tailandesa e a Interpol suspeitam que essa gravação faz parte do material que o acusado colocou na internet. A Interpol investigava há algum tempo cerca de 200 imagens de conteúdo sexual, distribuídas pela internet, de um homem branco com o rosto alterado digitalmente com pelo menos 12 menores no Vietnã e no Camboja, até que analistas alemães conseguiram reconstruir o rosto e descobrir Neil. Antes de chegar a Bangcoc, em 11 de outubro passado, Neil deu aulas em um colégio na cidade de Gwangju, ao sul de Seul.

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