Tríplice fronteira denuncia "terrorismo verbal" dos EUA

Autoridades da chamada tríplice fronteira rechaçaram, nesta terça-feira, durante uma reunião com o presidente paraguaio, Luis González Macchi, a existência de atividades terroristas no local, afirmando que, ao invés disso, a região é vítima de um "terrorismo verbal" por parte dos Estados Unidos.Segundo os prefeitos de Foz do Iguaçu (Brasil), Ciudad del Este (Paraguai) e de Puerto Iguazú (Argentina), cidades que formam a tríplice fronteira, a área apresenta um alto índice de delinqüência e criminalidade, mas não há ali terrorismo.Os prefeitos convidaram Macchi a participar, no próximo dia 11, em Foz do Iguaçu, de um culto ecumênico pela paz. "Rezaremos contra a má propaganda da qual a tríplice fronteira está sendo vítima", disse o prefeito de Ciudad del Este, Alicio Peralta.Por sua parte, o vice-prefeito de Foz do Iguaçu, Claudio Rorato, que também esteve presente à reunião, afirmou que "o que está ocorrendo é um terrorismo verbal contra a região por parte dos Estados Unidos".Ele acusou o embaixador americano no Brasil de "falar muito sem conhecer a região" ao afirmar, recentemente, que há terrorismo na tríplice fronteira.Leia o especial

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.