Triplo atentado do Estado Islâmico mata ao menos 47 pessoas em Damasco

Um atentado triplo reivindicado pelo grupo Estado Islâmico matou pelo menos 47 pessoas perto da capital da Síria, Damasco, neste domingo, ofuscando o início da já abalada negociação de paz, que ocorre em Genebra, na Suíça, entre as forças do governo sírio e grupos rivais.

Estadão Conteúdo

31 Janeiro 2016 | 12h33

A agência de notícias estatal da Síria Sana disse que as explosões ocorreram em Sayyda Zeinab, um subúrbio predominantemente muçulmano xiita da capital síria. Segundo a agência, os terroristas detonaram um carro-bomba em um ponto de ônibus e depois outros dois homens-bombas detonaram seus explosivos.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos baseado na Grã-Bretanha, um grupo de oposição que monitora ambos os lados do conflito através de uma rede de ativistas dentro da Síria, disse que pelo menos 47 pessoas foram mortas nas explosões, e que o

número de mortos deve subir, pois existem várias pessoas feridas gravemente.

As negociações de paz patrocinadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra fazem parte de um processo delineado na última resolução da ONU, que prevê um calendário de 18 meses para a transição política na Síria, incluindo a elaboração de uma nova constituição e eleições.

As negociações tiveram um início tumultuado na sexta-feira, com o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, apenas com uma delegação do governo sírio.

Uma delegação do principal grupo de oposição disse que não vai aderir as negociações até que se cumpram suas exigências, incluindo o levantamento do cerco imposto em áreas controladas pelos rebeldes e o fim do bombardeio russo e sírio nas regiões

controlado por combatentes da oposição.

Ahrar al-Sham e o Exército do Islã, dois grupos islâmicos que lutam para derrubar o presidente sírio Bashar al-Assad, concordaram em participar nas negociações. O ultraconservador Ahrar al-Sham não faz parte da equipe enviada a Genebra, mas a delegação nomeou Mohammed Alloush, do Exército do Islã, como seu principal negociador, atitude que Assad condenou, chamando os grupos de terroristas. Fonte: Associated Press.

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