Triplo atentado mata 34 e deixa mais de 120 feridos em Alepo

Grupo radical islâmico reivindica autoria do ataque realizado em meio a ofensiva rebelde para retomar a cidade

DAMASCO, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2012 | 03h02

Uma série de atentados deixou ao menos 34 mortos ontem em Alepo, a segunda maior cidade da Síria - 122 pessoas ficaram feridas. Ao menos três suicidas explodiram carros-bomba em uma área controlada por forças de Bashar Assad na cidade. Uma quarta explosão atingiu a entrada do centro histórico, considerado patrimônio da humanidade pela Unesco.

O atentado foi reivindicado pelo pequeno grupo radical islâmico Jabhat al-Nusra (Frente da Vitória, em árabe), suspeito de cometer outros atentados do gênero. O governo sírio culpou os rebeldes que lutam para tirar Assad do poder. As forças antirregime incluem militantes islâmicos sunitas e o ataque de ontem é similar a outros atentados executados por grupos inspirados pela Al-Qaeda. A oposição síria, no entanto, nega que tenha qualquer ligação com grupos terroristas.

Um oficial do governo sírio afirmou ontem que o número de mortos provavelmente aumentará, pois muitos dos feridos estão em estado grave. Imagens de uma emissora estatal mostram destruição no entorno da praça Saadallah al-Jabri, onde também fica um hotel. Um prédio aparentava ter desabado e a fachada de outro estava bastante danificada. Dentro do hotel havia um bar frequentado por oficiais do regime. "Foi como uma série de terremotos", disse um morador à agência Associated Press, por telefone. "Foi horrível, horrível." De acordo com a testemunha, o clube de oficiais e o hotel ficaram completamente destruídos com as explosões.

Os rebeldes anunciaram, na semana passada, uma nova campanha para controlar Alepo, cidade estratégica no norte da Síria, onde há dois meses eles lutam contra forças do regime. Centro comercial, a cidade escapou inicialmente do confronto na Síria. Nos últimos meses, no entanto, tornou-se um alvo estratégico em razão da crescente presença de rebeldes nas áreas próximas da fronteira com a Turquia. / AP

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