Sergei Karpukhin/Reuters
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Trípoli pode acatar resolução da ONU se rebeldes e Otan pararem bombardeios

Chanceler russo esteve com representantes do governo de Kadafi em Moscou

Efe

17 de maio de 2011 | 09h55

MOSCOU - Representantes do regime do ditador líbio, Muamar Kadafi, demonstraram nesta terça-feira, 17, disposição para acatar a resolução 1.973 da ONU se os rebeldes entrincheirados em Benghazi e a Otan pararem seus bombardeios.

 

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"Se Trípoli está disposto a cumprir completamente as exigências colocadas pela resolução 1.973 da ONU", afirmou Sergei Lavrov, ministro de Relações Exteriores russo, em entrevista coletiva, segundo as agências russas.

 

Lavrov fez as afirmações depois de reunir-se em Moscou com uma delegação oficial líbia, que também expressou sua vontade de "estudar as vias propostas no Mapa do Caminho elaborado pela União Africana".

 

 

Ao mesmo tempo, impuseram como condição que os rebeldes líbios e as potências aliadas coloquem fim aos ataques contra as forças leais a Kadafi.

 

"Isso é o que busca o emissário especial do secretário-geral da ONU. Nós apoiamos essa linha de persuadir todas as partes no conflito de que não há uma solução militar à situação", disse o ministro russo.

 

Lavrov considera que "o importante agora é acordar os prazos e as condições da trégua. Isto dará uma base firme para começar um diálogo nacional sobre o futuro da nova Líbia e como será o sistema deste importante estado norte-africano".

 

Os rebeldes líbios também tinham previsto viajar esta semana a Moscou, mas adiaram a visita por motivos técnicos, explicou Lavrov.

 

A Rússia ainda reconhece o autoritário regime líbio como autoridades legítimas do país árabe, ao tempo que criticou o Ocidente por ultrapassar o mandato internacional da ONU com seus bombardeios e supostos tentativas de matar Kadafi.

 

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