Tripulação de barco naufragado no Mediterrâneo se livra da acusação de sequestro

Segundo promotor, a informação de que os passageiros foram trancados no interior da embarcação não era correta

O Estado de S. Paulo

19 de maio de 2015 | 20h11

ROMA - Dois traficantes de pessoas, detidos pelas mortes de centenas de imigrantes no pior naufrágio no Mar Mediterrâneo em décadas, não serão acusados de sequestro, já que as afirmações de que os passageiros foram trancados no interior da embarcação não eram corretas, disse um promotor italiano nesta terça-feira.

Ambos enfrentam acusações de homicídio pelo naufrágio do barco de pesca no mês passado, que matou 800 imigrantes. O incidente também aumentou o alerta internacional sobre as tentativas de milhares de pessoas de atravessar o Mediterrâneo vindas da Líbia, frequentemente em barcos pouco confiáveis.

A Itália vai realizar uma custosa e difícil operação de recuperar a embarcação, que está a uma profundidade de 370 metros, a 135 quilômetros da Líbia, disse o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, nesta terça-feira."Quero que o mundo todo veja o que aconteceu", disse ele à emissora de TV RAI. 

No testemunho inicial, um sobrevivente declarou a promotores que as portas do deck inferior haviam sido bloqueadas, mas o promotor italiano Giovanni Salvi disse que outros depoimentos e um vídeo dos destroços mostrou que isso não era verdade. / REUTERS

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