Tristeza toma conta das ruas nas principais cidades do país

O clima de tristeza dominou as ruas da principais cidades da Venezuela ontem, após a confirmação da morte do presidente Hugo Chávez. Os chavistas se reuniram em diferentes manifestações e repetiram velhas palavras de ordem: "Todos somos Chávez", "Ele segue vivo" e "Temos pátria". O governo venezuelano decretou sete dias de luto.

CARACAS, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2013 | 02h02

A consternação pôde ser percebida principalmente em Caracas, diante do Palácio Miraflores, sede do governo. À noite, diversas pessoas circulavam pelas ruas da capital com bandeiras vermelhas e cartazes com fotografias do presidente. Muitos vestiam camisetas do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) ou estampadas com o rosto do líder bolivariano.

Na internet. Pelo Twitter, o líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, derrotado por Chávez nas eleições presidenciais de outubro, expressou sua "solidariedade" com os familiares e seguidores do presidente. "Em momentos difíceis, devemos demonstrar o nosso profundo amor e respeito a nossa Venezuela."

Após o anúncio da morte de Chávez, rapidamente, a expressão "Murió Hugo Chávez" entrou para os trending topics do Twitter, a lista dos assuntos mais comentados do planeta. María Gabriela Chávez, filha do presidente, agradeceu as mensagens de solidariedade e apoio. "Devemos seguir construindo a pátria! Até sempre, meu paizinho", escreveu a jovem no Twitter.

Quem também se manifestou pelo microblog foi o piloto venezuelano de Fórmula-1, Pastor Maldonado. "Sinto uma dor muito profunda por tudo que estamos passando. Meu pesar à família Chávez e a toda a Venezuela", afirmou Maldonado, que é patrocinado pela PDVSA, petroleira estatal do país - que garantiu que o abastecimento de combustível não sofrerá alterações.

Em Porto Alegre, em partida válida pela Copa Libertadores da América, a equipe do Caracas solicitou que fosse respeitado um minuto de silêncio na Arena do Grêmio. Os jogadores também usaram uma tarja preta durante a partida. / REUTERS, EFE, AFP e AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.