Tropa especial mata militante e encerra cerco no Paquistão

Forças paquistanesas recuperaram nesta segunda-feira uma academia de polícia que havia sido invadida por militantes islâmicos que mataram oito cadetes e feriram vários outros antes de se esconderem durante horas no local.

KAMRAN HAIDER, REUTERS

30 de março de 2009 | 10h52

"A operação acabou. Quatro terroristas foram mortos e três ficaram feridos", disse à Reuters o secretário do Ministério do Interior, Kamal Shah. Segundo ele, 89 policiais ficaram feridos.

O chefe de polícia da província do Punjab, Khawaja Khalid Farooq, disse que pelo menos oito recrutas foram mortos. No entanto, teme-se que haja muitas outras vítimas, pois havia cerca de 900 cadetes no local na hora do ataque.

Três militantes explodiram-se no final do incidente, e a tropa especial resgatou dez policiais que estavam como reféns.

As TVs mostraram policiais agradecendo a Deus, fazendo sinais de vitória com os dedos, e disparando suas armas para cima para celebrar a retomada da academia de polícia, após um intenso tiroteio.

A militância islâmica está muito ativa no Paquistão nos últimos anos, o que foi uma das razões que levaram o governo norte-americano a anunciar na semana passada uma nova estratégia destinada a derrotar os grupos Al Qaeda e Taliban nesse país e no vizinho Afeganistão.

O cerco em Lahore começou por volta de 7h30 (23h30 de domingo em Brasília), quando de oito a dez militantes atacaram recrutas que faziam um treinamento regular no pátio. Em seguida, eles ocuparam o prédio principal.

Um policial contou que, apesar de ferido, conseguiu fugir quando os agressores entraram numa sala atirando indiscriminadamente. "Saltei do segundo andar. Havia cadáveres por todo lado."

Pouco antes das 16h (8h em Brasília), as tropas especiais lançaram um ataque para retomar o prédio, segundo o general Shafqaat Ali, que a descreveu como sendo uma operação conjunta do Exército e de esquadrões especiais paramilitares e da polícia.

Durante o cerco, atiradores de elite da polícia fizeram disparos a partir de telhados de prédios próximos, enquanto os militantes reagiam com tiros e granadas, chegando inclusive a obrigar ao recuo de um veículo blindado.

Antes do desenlace, o chefe de polícia dissera que um dos supostos agressores havia sido preso. As TVs mostraram policias chutando um homem barbado no chão, antes de levá-lo embora diante de um grupo de jornalistas.

(Reportagem adicional de Mohsin Raza, Robert Birsel e Zeeshan Haider)

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