Tropas afegãs matam 25 insurgentes; onda de violência continua

Forças de segurança afegãs mataram 25 insurgentes durante um confronto no sul do país nesta quarta-feira, enquanto um ataque suicida contra um comboio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) feriu um civil, disseram autoridades. Os insurgentes atacaram um ponto de checagem da polícia afegã na província Helmand, no distrito de Garmser, segundo a força liderada pela Otan. No confronto subseqüente, "pelo menos 25 insurgentes" teriam morrido, disse a entidade.O ataque suicida na vizinhança de Kandahar feriu um civil e danificou um veículo militar, disse o policial Abdul Ali Khan.A violência aconteceu horas antes de o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, e o presidente do Paquistão, general Pervez Musharraf, sentarem-se com o presidente norte-americano George W. Bush para um jantar na Casa Branca, para discutir problemas na região. A conversa entre os líderes estava marcada para esta quarta-feira, dia 27 de setembro.Violência sem parar O sul do Afeganistão está segurando o peso de confrontos e ataques suicidas, no pior desenrolar de violência desde a queda do regime Taleban, em 2003, pelas mãos dos EUA. Militantes têm cada vez mais recorrido ao uso de homens-bomba e explosivos em estradas contra forças externas e domésticas. Um homem-bomba matou 19 pessoas num conglomerado do governador na província Helmand na última terça-feira, e um ataque a bomba a uma patrulha da Otan matou um soldado italiano e uma criança. Extremistas também têm usado autoridades afegãs como alvo, incluindo o governador da província de Paktia, ao leste da capital, que foi morto em um atentado dia 10 de setembro. Uma ativista dos direitos humanos, diretora do Ministério de Assuntos Femininos no na província de Kandahar, foi morta em um tiroteio na segunda-feira.Solução distante O chefe da força de defesa australiana, o brigadeiro-do-ar Angus Houston, disse que uma vez que a ameaça do Taleban e outro insurgentes for contida, o foco deve ser mudado para a reconstrução do Afeganistão. Ele afirmou, falando da capital australiana, que este objetivo poderia ser alcançado, mas que pode demorar "algo em torno de 10 anos", disse o brigadeiro. Enquanto isso, o primeiro-ministro australiano, John Howard, disse que as tropas de elite de seu país correm o risco de ficarem sobrecarregadas em locais conflituosos em todo o mundo. Este foi seu comentário mais longo defendendo a retirada e tropas do Afeganistão. A Austrália vai enviar mais 400 soldados para o país, a maioria engenheiros militares, para trabalhar em projetos de reconstrução no sul, dobrando o seu contingente lá. Apesar disso, os australianos vão retirar 200 soldados da força especial aérea e combatentes que ficaram no Afeganistão país por um ano.

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